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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fazer Amor...


Não basta um corpo e outro corpo,
misturados apenas num desejo
atendendo exclusivamente ao apetite.
Fazer amor é percorrer as trilhas da alma,
uma alma tacteando outra alma,
desvendando véus,
descobrindo profundezas,
penetrando nos escondidos,
sem pressa,
com delicadeza...
Porque alma tem forma de cristal,
deve ser tocada nas levezas,
Até que o corpo descubra cada uma das suas funções.
Quando a descoberta acontece é que o ato de amor começa.
As mãos deslizam sobre as curvas,
como se tocando nuvens,
a boca vai acordando e retirando gostos,
provando os sabores,
é o côncavo e o convexo em amorosa conjunção.
Fazer amor ….
É nascer de novo:
no abraço que aperta sem sufocamentos,
no beijo que cala a sede gritante,
na escalada dos degraus celestiais que levam ao gozo.
Vale chorar,
vale gemer...
Vale gritar,
porque aí já se chegou ao paraíso e qualquer som há de sair melódico e afinado,
seja grave,
agudo,
pianinho...
Há de ser sempre o acorde faltante quando amantes iniciam o milagre do encontro.
Corpos se ajustaram,
almas se encontram….
Fez-se o Êxtase!
É o instante da Paz...
Mário Barreto eu te Amo…
Lucia Zani Barreto.
Esse quadro fez parte da Exposição Acordes do Movimento de Lucia Zani no ano de 2008, e se chama “ Sonata da Vida”.